Um toque inesperado
De repente, acordo assustada com a luz do sol refletindo na janela de meu quarto, olhei para o relógio e ainda sonolenta tive a impressão de que a campainha tinha tocado. Estou sozinha em casa.
Já estou atrasada, o dia será longo. Levanto rápido, vou até o banheiro e estou escovando os dentes quando ouço novamente a campainha tocar. Não consigo me apressar. Saio do banheiro para atender a porta, ainda tenho que tomar o café da manhã. Apressadamente abro a porta.
- O que é isso, um homem caído na soleira da porta? – pergunto.
Olho ao redor, mas não vejo ninguém por perto, tudo está muito calmo.
- Quem tocou a campainha?
- O que faço?
Tento me aproximar, estou com medo e muito assustada. Percebo sua palidez, está gelado, é um cadáver!
Mesmo trêmula, pego o telefone e ligo para a Central de Polícia.
- Me ajudem, me ajudem! – insisto. Tem um cadáver em minha porta.
- Calma minha senhora! Já estamos a caminho. – disse o policial.
Continuei diante daquele corpo inerte na soleira da porta até que a polícia chegou.
- Minha senhora, não tem mais o que fazer.
- O que aconteceu com ele? – perguntei.
- Senhora, este é mais um que se vai nessa onda de assassinatos que estão acontecendo. Pode ter certeza que isso não vai parar por aí. – disseram.
- Mas quem tocou a campainha?
- Não sabemos, será investigado. – disse o policial.
Eles se retiraram, fechei a porta. Não consigo tomar meu café. Pego a bolsa e saio para enfrentar mais um dia de trabalho. Ligo o rádio do carro e ouço:
- Mais um ex-policial da corporação encontrado sem vida, acredite!
Marina Contieri Zanca
Bem atual o seu texto!
ResponderExcluirObrigada Ivete! Acho que está valendo o nosso esforço!
ResponderExcluirOlá,colegas de curso!!!
ResponderExcluirO Blog está ótimo.
As crônicas ficaram bem realistas.