segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Crônica

Um toque inesperado

De repente, acordo assustada com a luz do sol refletindo na janela de meu quarto, olhei para o relógio e ainda sonolenta tive a impressão de que a campainha tinha tocado. Estou sozinha em casa.

Já estou atrasada, o dia será longo. Levanto rápido, vou até o banheiro e estou escovando os dentes quando ouço novamente a campainha tocar. Não consigo me apressar. Saio do banheiro para atender a porta, ainda tenho que tomar o café da manhã. Apressadamente abro a porta.

- O que é isso, um homem caído na soleira da porta? – pergunto.

Olho ao redor, mas não vejo ninguém por perto, tudo está muito calmo.

- Quem tocou a campainha?

- O que faço?

Tento me aproximar, estou com medo e muito assustada. Percebo sua palidez, está gelado, é um cadáver!

Mesmo trêmula, pego o telefone e ligo para a Central de Polícia.

- Me ajudem, me ajudem! – insisto. Tem um cadáver em minha porta.

- Calma minha senhora! Já estamos a caminho. – disse o policial.

Continuei diante daquele corpo inerte na soleira da porta até que a polícia chegou.

- Minha senhora, não tem mais o que fazer.

- O que aconteceu com ele? – perguntei.

- Senhora, este é mais um que se vai nessa onda de assassinatos que estão acontecendo. Pode ter certeza que isso não vai parar por aí. – disseram.

- Mas quem tocou a campainha?

- Não sabemos, será investigado. – disse o policial.

Eles se retiraram, fechei a porta. Não consigo tomar meu café. Pego a bolsa e saio para enfrentar mais um dia de trabalho. Ligo o rádio do carro e ouço:

- Mais um ex-policial da corporação encontrado sem vida, acredite!

 Marina Contieri Zanca

3 comentários:

Comentário