terça-feira, 6 de novembro de 2012


Gênero - Crônica

       Um Estranho    
                                           
Tudo parecia igual,  no despertar  daquela manhã, mais um dia de rotina no  cotidiano de uma  pessoa comum.  Abri os olhos e consultei  o relógio, passava um pouco das 7:00 horas.
Fiquei alguns minutos na cama refletindo o sentido da nossa existência   no mundo, qual o objetivo da vida e que a única certeza que temos é a morte. Isso assusta um pouco. Mas por que pensar nisso agora, vamos fazer jus a “vida” que  nos é oferecida.
Levantei-me, fui ao banheiro e quando escovava os dentes, a campainha soou forte e insistente, como se tivesse pressa. Dirigi-me para a porta ligeiramente e qual não foi a minha surpresa ao deparar  com um corpo caído ali, na soleira.
Permaneci imóvel por um momento, incrédulo e incapaz de pronunciar qualquer palavra. Seria real, ou imerso em minhas reflexões, acabei adormecendo e estava sonhando. Ainda trêmulo tomei coragem, abaixei-me tocando o corpo já frio e rígido. Sua fisionomia pálida anunciava que a morte tomara-lhe a vida  já  há algumas horas, creio eu. Pobre desconhecido, o que lhe teria acontecido, porque o deixaram aqui?
Corri para o telefone e disquei o número da central de polícia.

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