Gênero - Crônica
Tudo parecia igual, no despertar daquela manhã, mais um dia de rotina no cotidiano de uma pessoa comum. Abri os olhos e consultei o relógio, passava um pouco das 7:00 horas.
Fiquei alguns minutos na cama refletindo o sentido da nossa existência no mundo, qual o objetivo da vida e que a única certeza que temos é a morte. Isso assusta um pouco. Mas por que pensar nisso agora, vamos fazer jus a “vida” que nos é oferecida.
Levantei-me, fui ao banheiro e quando escovava os dentes, a campainha soou forte e insistente, como se tivesse pressa. Dirigi-me para a porta ligeiramente e qual não foi a minha surpresa ao deparar com um corpo caído ali, na soleira.
Permaneci imóvel por um momento, incrédulo e incapaz de pronunciar qualquer palavra. Seria real, ou imerso em minhas reflexões, acabei adormecendo e estava sonhando. Ainda trêmulo tomei coragem, abaixei-me tocando o corpo já frio e rígido. Sua fisionomia pálida anunciava que a morte tomara-lhe a vida já há algumas horas, creio eu. Pobre desconhecido, o que lhe teria acontecido, porque o deixaram aqui?
Corri para o telefone e disquei o número da central de polícia.
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